
Testemunhos
Tudo começou com um convite feito pelo Reverendo Padre Jorge no mês de Junho de 1974, ao antigo dirigente do nosso Agrupamento, o Chefe Sousa Costa.
De imediato todos os esforços foram vocacionados para a junção de um grupo de jovens, rapazes e raparigas, que iriam constituir respectivamente o novo Agrupamento do Corpo Nacional de Escutas e a 9ª Companhia de Guias de Portugal, a qual pôs fim à sua função uns anos mais tarde.
Finalmente, no dia 17 de Maio de 1975, numa monumental Velada de Armas, perante a imagem de Nossa Senhora de Fátima e a exposição do SS. Sacramento, uma centena de jovens em comunhão com os seus pais, familiares e amigos, fizeram a sua preparação para a promessa. Então, no dia 18 de Maio, com a igreja repleta de escuteiros e convidados, foi digno de se ver aqueles jovens com os três dedos de saudação e o braço esquerdo estendido sobre a bandeira Nacional e escutista dizer firmemente:
- Prometo pela minha honra e com a graça de Deus fazer todos os possíveis por:
- Cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria
- Auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias
- Obedecer à lei do escuta
Foi então dado o pontapé de saída… “
Excerto retirado da edição do 18º Aniversário de Agrupamento, do jornal “A Flecha”
O escutismo idealizado e realizado por Baden-Powell nasceu para o bem da juventude de todo o mundo e o seu ideal ainda hoje é lembrado por todos aqueles que por lá passaram recordando com saudade os verdadeiros dias de sã camaradagem, alegria e fraternidade.
Momentos de aventura, de amizade, de acampamentos, de reuniões, tudo ficou gravado no espírito para sempre.
O que vimos buscar ao Escutismo? Vimos buscar na altura em que somos jovens em que vivemos juventude, no querer e poder, no querer saber, no procurar do nosso rumo e personalidade, um bom porto, tal qual o barco que em pleno alto mar, batido por vagas de todos os quadrantes, tão alterosas que aprecem ir soçobrar, mas que com determinação e coragem, consegue manter o seu rumo e atingir um bom porto. O escutismo nasceu na paróquia do SS. Sacramento e os investidos têm agora uma boa oportunidade de atingirem o seu bom porto.
O seu ideal é defendido pelos Princípios e Lei do Escuta.
(…)
Um abraço do Chefe Sousa Costa
Chefe Sousa Costa (Fundador do 449)
Excerto da capa da 1ª edição do jornal “A Flecha”
Na manhã de 18 de maio de 1975, na Eucaristia dominical, na presença de Monsenhor António Augusto Fonseca Soares, 1º pároco desta Paróquia do Santíssimo Sacramento, Porto, nasceu o Agrupamento 449 do CNE, tendo como Chefe Joaquim Alves de Sousa Costa e Assistente o Pe. José Pereira Soares Jorge, ao tempo Vigário Paroquial desta Comunidade.
Estiveram presentes elementos da Junta Regional do Porto e Escuteiros de vários Agrupamentos da Cidade, que fizeram desta igreja um jardim de juventude. Uma nova esperança floriu nesta zona da Boavista cujos frutos foram aparecendo ao longo destes 42 anos que hoje se completam. Dou graças a Deus pelos vários Chefes que lideraram o Agrupamento, alguns dos quais foram chamados a servir na Junta Regional e até na Junta Central. Um dos escuteiros é, atualmente, padre e assistente do Núcleo da Cidade do Porto.
Tantos e tantos transformaram a sua vida e ainda hoje são como árvores frondosas cobertas de bons e saborosos frutos.
Bendito o dia 18 de maio de 1975!
Pe José Pereira Soares Jorge (Fundador do 449)
Porto, 18 de maio de 2017
